O Barquinho

E aquele barco fluía pelo rio...
Alegre, disposto à vida,
Absorvia a água,
Navegava mansinho.

O barco passeava reinante.
Não era plágio de felicidade,
Era de fato amante,
Dono do público, celebridade.

Todos aplaudiam aquele barquinho.
Já disse: “lá ia ele.”
Ia ele pau-la-ti-na-men-te.
Mansinho ia o barquinho.

Como a água veloz se adiantava:
Lá ia o barquinho.
Ia sempre à frente,
Sempre na frente se colocava esse dito.

Todos diziam: “olhe-o indo!”
Lá vai o barquinho!
E o barquinho já ia passando,
Logo à frente o está: deslizando fluindo.

Já era quase noite
(quase todos se iam)
Quando um menino leu no barquinho:
Meus, Deus, ficou tonto, mas continuou rindo.

Quando vira o menino,
Perguntaram o que foi.
E o menino rindo disse:
Ah! Ah! Lá vai o barquinho.

Todos correram por ele,
Se esforçaram ao máximo,
Mas em vão foram atrás dele...
Já se foi o barquinho.


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